Uma das importâncias do “não”

Certa vez, em minha atuação como Analista de RH, um profissional concorreu a uma oportunidade para atuar em uma empresa para a qual eu prestava serviço como recrutadora, e um dos motivos do não aproveitamento desse profissional foi o fato de que ele não buscava se atualizar de assuntos de sua área de atuação, área que constantemente é afetada por mudanças de legislação. Mostrava ser competente e responsável, e havia atuado por mais de 12 anos e em uma mesma empresa, mas esse é outros fatores levaram com que a decisão fosse por contratar outro profissional para o cargo. Segui o procedimento da minha área e informei sobre a reprovação, mas de forma genérica, sem especificar os detalhes.

Pouco mais de seis meses depois, a mesma profissional retornou para uma entrevista  para cargo similar ao que pleiteara anteriormente, e quando eu questionei a respeito de alguma frustração, ela mencionou o “não” na reprovação anterior. Mas que esse mesmo não fez com que ela refletisse, percebesse pontos de melhoria, notou que estava acomodada, buscou qualificação, e estava se sentindo muito mais segura inclusive com outros aspectos da vida dela.

Percebi o quando aquele citado “não” foi importante.  Refleti sobre as vezes em que meus pais me protegeram me privando de situações que poderiam comprometer minha integridade, desenvolvimento e reputação.

Quem tem um desejo negado, se sente mutilado, contrariado. Isso realmente gera frustração, revolta. Quem recebe o não pode utilizá-lo para se paralisar diante dele e justificar essa estagnação, ou pode utilizá-lo como potência, como motivação para aperfeiçoamento e crescimento.

Atenção àqueles que se deixam paralisar diante de um “não”. Em geral, soltam frases como “mas não me deixaram”, “mas não me reconheceram”, “mas me impediram”. Precisamos trabalhar para complementar com o “e mesmo assim”, seguido de uma conquista, ou de uma mudança de estratégia.

O “não” precisa ser mais do que uma justificativa, e se tornar uma ação, um impulso.

Na infância, os pais protetores tentam dizer muitos “Nãos” no intuito de proteger o filho, e muitos o fazem muito bem. Mas na vida adulta, continuamos a ter vários desejos negados. Somos podados e contrariados o tempo todo. E é fundamental para nossa saúde que realizemos alguns desejos, que tenhamos conquistas. E, muitas vezes, o “sim” não vem sozinho ou de alguém, mas precisamos chegar até ele de outras formas, por nós mesmos. Como? Quando? Cada um tem que responder.

Publicado do WordPress para Android

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