A mentira é um comportamento social, um dos primeiros que aprendemos ainda na primeira infância. Quantas vezes vemos a criança simulando o choro para ganhar colo, ou balbuciando aos prantos que o irmãozinho pegou seu brinquedo. São mentiras inocentes, sociais, quando começamos a aprender nossa relação com o mundo.
Ainda que alguns digam que mentiras de quaisquer tipos são inaceitáveis, elas fazem parte do nosso cotidiano. Todas as pessoas mentem.
Ou quando alguém pergunta o que está achando do novo chefe, você vai com toda a sinceridade dizer que “ele é gente boa, mas pouco qualificado”? Ou quando as pessoas da igreja perguntam como está o casamento você vai dizer que “o primeiro ano é sempre muito difícil e na noite anterior o marido dormiu no sofá”? Ou você expõe para sua esposa todo orgasmo que finge?
Claro que não. Todos mentem em alguns momentos no dia, e até aqui o que quero dizer que é completamente normal e aceitável.
Mas nem sempre é assim. Há casos em que a mentira passa a se tornar motivo de preocupação:
1. Quando compromete a imagem e a relação social da pessoa.
2. Quando tem por finalidade ou consequência o prejuízo de terceiros.
3. Quando utiliza a mentira para suprir suas necessidades ou frustrações.
4. Quando em seu discurso a quantidade de fatos irreais são superiores ao de veracidades.
5. Quando a pessoa passa a acreditar nas próprias mentiras, e viver como se elas fossem reais.
A depender da situação, uma pessoa próxima pode conversar e aconselhar. Mas em casos mais críticos, ou quando a pessoa se mostra resistente a uma abordagem, talvez seja necessário procurar um especialista.
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