Amor

Assim no dia a dia a gente vive o amor.

A gente chora de tanta saudades, esperneia, faz drama e pirraça.

Mas também pegamos poemas emprestados de Manoel e Adélia só pra dizer que amamos, de uma forma diferente.

Amor a gente cultiva. Não igual planta, que de sol e chuva vive, cresce, e ultrapassa gerações.

Amor a gente cuida igual criança, que corre, foge por entre os dedos e atravessa a rua sem olhar para os lados. Precisa de atenção, confiança, disciplina e dengo. Ensinar e aprender. Mudar.

Amor muda, molda, assim mesmo como nós, como água. Como nós, atam, desatam, e não voltam iguais eram antes. Voltam-nos nós outros, belos, nus.

Amor também é carne, é carência, corpo. Unha arranhando pele. Suor. É sangue escorrendo, dor. Conhecer alguém, reconhecer, desconhecer. Chorar no silêncio, chorar juntos.

Amor é destino que nós escrevemos enquanto nos escrevemos. É escolha diária de viver na montanha russa de mil metros com vento no rosto, no aconchego daquele colo, na fragrância inconfundível do perfume que dei de aniversário misturado ao cheiro bom de pele e amaciante.

Amor é mais que ir dormir tarde enquanto o outro trabalha. É convivência, companheirismo, honestidade. Reaprender a andar.

É sagrado. É amor.

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