Um novo sabor

Foi acordada por um sopro discreto que lhe roubara o sono.

Tinha muito a descobrir. Tinha também a contribuir. Tinha a si como instrumento.

Foi tomada pela mão e aquele mundo novo estava ali, bem diante se seu nariz.
Era conduzida por caminhos coloridos, sabores novos com ingredientes antigos, apenas misturados de outras formas, dando origem aquilo que era diferente de tudo que provara.

E queria mais. Sentia que podia mais.
Ainda sendo conduzida pela mão, com um toque macio de travesseiro, deparavam se diante de si, podia se olhar de todos os ângulos possíveis. E pôde certificar-se de que tudo aquilo, ela mesma construira,  não em um dia ou em um ano, mas com todos os seus esforços de uma vida.

Continuava naquela estrada colorida, com tudo passando rápido diante de seus olhos.

– Água, senhora?
– Sim, por favor.

O estômago doía de fome. Algo que o alimento não seria capaz de saciar. Deu um gole desesperado, que ressaltou o nó na garganta.

De repente, estava ali, ao lado de um palco, olhava para um banco, uma mesa com seu material pessoal, sua projeção já estava na tela, no ponto. A realidade lhe foi devolvida.

– Gostaria de chamar para a próxima apresentação, aquela que é referência no assunto. Queiram recebê-la com aplausos…

– Obrigada! Boa noite a todos. É uma honra estar aqui com vocês, dividindo um pouco da minha experiência.

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