Orientação Profissional: quebrando os testes vocacionais

Em geral, a idade em que a escolha profissional tem início é entre os 14 e 15 anos, quando os adolescentes entram no Ensino Médio e começam a se preparar para o vestibular, ou para o ingresso no mercado de trabalho.

Com o grande número de carreiras existentes no mundo moderno, a pedagogia, e posteriormente a psicologia, começaram a construir ferramentas para auxiliar esses adolescentes que tão jovens enfrentam uma encha tão importante.

Nas décadas de 70 a 90, a pedagogia desenvolveu alguns métodos para identificar as maiores habilidades dos adolescentes, e direcioná-los a uma carreira afim. A psicologia veio aprimorar com o uso em conjuntos dos testes de personalidade.

Por quê eu proponho quebrar os testes vocacionais (na verdade alguns estudiosos quem quebraram, e eu sigo a mesma linha de raciocínio)? Porque um teste por si só não é capaz de dar o melhor direcionamento para a escravidão profissional de um adolescente.

E digo isso afirmando, pois há vários outros fatores envolvidos. O mercado de trabalho, o prazer nos diferentes tipos de contextos de atividades, a habilidade, e a expectativa em relação à remuneração são os fatores que destaco e que procuro avaliar.

Exemplo, não é porque o jovem é destaque em matemática que ele irá ser matemático ou engenheiro. Ele pode querer ser médico. Talvez ele não tenha facilidade como com os números, mas é possível.  E haverá campo na medicina em que ele poderá inclusive utilizar sua habilidade numérica, dependendo de suas escolhas. Ou então a pessoa que gosta de escrever que vai ser direcionada para o jornalismo (sem querer ofender aos jornalistas), mas todas as profissões têm chance de escrever, especialmente na carreira acadêmica.

O que eu quero dizer é que o teste sozinho não vai produzir o necessário para atender à demanda. É como se eu quisesse construir uma casa, comprasse o terreno, os materiais, contratasse o pedreiro, mas não oferecesse uma planta e o apoio de um arquiteto – a casa que é vai ficar pronta não é aquilo que está na minha cabeça, que sonho, desejo.

As respostas estão todas ali, na pessoa. A casa que ela quer construir pode estar na cabeça dela, “Eu quero uma casa parecida com a da fulana”, mas há um distanciamento entre a idealização e a realidade. E a Orientação Profissional vem propor a estruturação de uma escolha nesse sentido.

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