Trabalhar com brilho nos olhos

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Hoje afirmo: é possível trabalhar com brilho nos olhos.

Em minha história de vida, aprendi que trabalho é lugar sério que proporciona o sustento do lar e a realização de desejos pessoais. Mas os desejos pessoais estavam sempre fora do ambiente de trabalho. Prazer e trabalho, lógico, eram opostos.

Quando iniciei minha trajetória profissional, vivenciei fortemente essa realidade. Meu primeiro emprego foi aquela porta aberta, por onde adentrei por ser a melhor oportunidade (para não dizer que foi a única em longos três meses). Muito trabalho, pouco descanso. Sem hora para terminar a jornada, mas com horário certo para começar. Cobrança, pressão, competitividade e deslealdade por parte dos colegas, chefia e clientes. Era um mundo novo para mim, e mesmo discordando de muitas coisas, investi pesado, me qualifiquei, e fui ficando boa naquele negócio.

Mas adoeci, chorava. Meu corpo pesava mais em cada passo.

Até hoje atuo no mesmo negócio, mas o “pulo do gato” se deu quando comecei mudar algumas atitudes.

1. Autoconhecimento: mesmo sendo Psicóloga, este foi um detalhe fundamental que deixei passar por muito tempo. A partir desse fator, fui disparando os outros.

2. Assumir riscos: notei que precisava realizar algumas mudanças, mas para isso era impossível continuar na famosa “zona de conforto”. Precisei assumir os riscos para seguir com as minhas escolhas.

3. Bancar as escolhas: tudo começa com o sonhar ou divagar, que evolui para o planejar, e realizar escolhas. E depois bancar essas escolhas. Como assim? Realizar as mudanças necessárias, iniciar o processo de reconstrução, adotar as posturas necessárias. Ir até o final.
Vejo que é aqui que muitos peçam e se boicotam. Exemplo: quero emagrecer, fui ao nutricionista, peguei minha dieta, mas sábado tenho um casamento, claro que vou comer como se não houvesse amanhã. E na semana que vem tem o churrasco da turma. E na outra o tradicional almoço na sogra. E por aí vai. Ao final a pessoa diz que a dieta não deu certo ou que o metabolismo é lento. Pense nisso.

4. Seguir em frente: algumas coisas precisam ficar para trás. Mas pela frente está o que eu sonhei, desejei, planejei, banquei.
Aqui estão os primeiros passos para a felicidade.

Posso parecer otimista olhando dessa forma, pois isto se aplica ao meu contexto. Mas se aplica no de todos? E aqueles que têm profissões mais simples? E os que não têm oportunidade de escolher diferente?

Conheço um senhor que há 16 anos é porteiro em uma empresa. Ele todos os dias recebe funcionários e visitantes com um sorriso, palavras cordiais, é solícito e prestativo. Se ele se colocasse como vítima da sociedade ele teria toda essa presteza? Talvez não. Talvez ele viveria resmungando. Mas ele escolheu a profissão que exerce, e diariamente banca essa escolha. Poderia ter feito o curso de mecânico, que a empresa oferece. Mas ele gosta da profissão e é feliz nela.

E o salário? Aí o X da questão. Escolhi um trabalho ruim pois o salário era maior. Note que há um processo de decisão. E tomara que a felicidade esteja relacionada ao retorno financeiro. Trabalho em dois empregos para dar mais conforto aos meus familiares. Ok, se a felicidade da pessoa não tiver relação com passar tempo de folga com a família.

Só as “vítimas” da sociedade não conseguem pensar alternativas de serem felizes no trabalho.
Aqueles que tomam as rédeas da própria vida e escolhem seu caminho, esses são felizes.
E se a escolha não for feliz?
(Re)escolha, (Re)invente, (Re)pense. Reflita. Reaja!

Publicado do WordPress para Android

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