Estresse Pós Traumático

“Após um evento estressante intenso (traumas emocionais, brigas violentas, etc.), o indivíduo passa a apresentar estado de mal-estar generalizado, anedonia, desânimo”.

DALGALARRONDO, 2008, p. 391.

O estresse pós traumático pode se apresentar como um episódio ou como transtorno. O episódio ocorre como o conjunto de sintomas decorrentes do trauma, de forma pontual. Quando os sintomas perduram, podem tornar-se crônicos, constituindo uma evolução para o transtorno.

Seja uma grande guerra, um divórcio, a perda de algum querido, exposição a atos de violência, situações que mexem com princípios e valores, dignidade, ou transportam a pessoa de uma realidade para outra completamente diferente, o estresse pós traumático pode se evidenciar, produzindo sintomas.

Para identificar o episodio ou transtorno de estresse pós traumático, é necessário atentar-se para dois aspectos cruciais:

  • O evento traumático: um evento que pode ser traumático a um não é visto da mesma forma para outro. Em geral o evento traumático é a exposição a um evento que provoca medo, desespero, horror.
  • Sintomas psicopatológicos: o corpo produz sintomas de ansiedade em resposta ao evento traumático.

O estresse pós traumático pode ser diagnosticado desde crianças a adultos e idosos. Já vi casos de crianças com episódios disparados após a troca de escola, um pré-adolescente que desencadeou episódios após o casamento da mãe. Idosos que desencadearam o transtorno com a perda de funções básicas e autonomia.

A pessoa pode apresentar sintomas como alguns dos seguintes:

  • A pessoa se “transporta” para a situação do trauma, revivendo a situação de angústia e medo, como se estivesse acontecendo novamente, ocorrendo esse “transporte” diante de estímulos que façam a pessoa recordar do evento, ou mesmo na ausência de estímulos.
  • Alucinações visuais e/ou auditivas.
  • Dificuldade de distinção entre presente e passado.
  • Despersonalização.
  • A pessoa pode apresentar tanto sintomas de ansiedade generalizada quanto de depressão. Perda de interesse ou prazer nas atividades, raiva, culpa, medo de ter medo, taquicardia, angústia, agressividade não são incomuns, dentre outras características de síndromes ansiosas e depressivas.

Os sintomas podem ser tratados por medicamentos, conforme diagnóstico e acompanhamento com médico especialista – psiquiatra. O tratamento com psicoterapia ocorre com a resignificação em relação ao trauma, para que a pessoa encontre qualidade de vida mesmo com o trauma ocorrido.


DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2008.

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