Orientação Profissional e Transição de Carreira

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Sou uma defensora de que a Orientação Profissional deve ser uma prática que se inicie na infância e nos acompanhe até a vida adulta – claro que com abordagens distintas em cada faixa etária. Exceto para aqueles que creem na estabilidade (que não se move).

A Orientação Profissional é uma prática com histórico que data do início do século XX, e vem se aprimorando e ampliando ao longo do tempo. O precursor dessa prática, Frank Parsons, sabia que o sucesso em uma atuação estava diretamente ligada a adaptação.

E por quê a Orientação Profissional deve ser uma disciplina de educação continuada?

Vivemos em um mundo globalizado, com constantes mudanças (como mencionei no post anterior, competimos com gente de toda parte do mundo), às quais precisamos nos adaptar ou mudar. As informações são de fácil acesso, de forma que as empresas buscam, por exemplo, os mais atuais modelos de gestão, e aqueles que não se disponibilizam a acompanhar serão “engolidos” pelo mercado.

A Orientação Profissional, por meio da figura do psicólogo, pode trabalhar com o sujeito essas transformações possíveis.

Alguns princípios fundamentais da Orientação Profissional são:

– Auto conhecimento e percepção de si próprios: seu lugar no mundo, os papeis sociais, ambições, etc.

– Conhecimento das condições necessárias para obter sucesso: concorrentes, parceiros, possibilidades,custos, recursos, planejamento.

A depender do público requisitante da orientação profissional, podemos utilizar diferentes técnicas e linhas de pensamento: coaching, PNL (Programação Neurolinguística), TCC (Terapia Comportamental Cognitiva), Testes Psicológicos, dentre outras.

Para o profissional é necessário ter um amplo conhecimento técnico.

Para quem for procurar um profissional de Orientação de Carreira, é importante avaliar se este é coeso e atende às suas necessidades, e se o mesmo está atualizado com os fatos e notícias da economia e mercado de trabalho.

Orientação Profissional é destinado apenas para adolescentes?

O final da adolescência, quando o sujeito está próximo a completar 18 anos, é o período em que caracteriza a entrada no mercado de trabalho, ou quando os jovens vão iniciar uma qualificação. Portanto, é um momento importante para haver uma orientação, Avaliação de Potencial, um trabalho profundo de autoconhecimento.

É importante ter em visita, entretanto, que o mercado não é estático e imutável como se tinha o conceito até o final do século XX, quando a formada normalista se aposentada lecionando, quando o enfermeiro passava parte da sua vida na enfermaria, e o dono da mercearia vivia da infância à velhice em seu pequeno comércio, ensinando seus filhos a seguir com o negócio.

O que vemos hoje são profissionais que, independente da formação acadêmica ou do início da carreira, têm possibilidade de identificar as oportunidades do mercado e alavancaram sua vida profissional. O enfermeiro que cansa do trabalho na enfermaria, faz um curso de massoterapia, e torna-se sensação ao abrir um negócio de serviços que atende em eventos (casamentos, feiras empresariais, etc). A publicitária que abre mão de um cargo de gerência em grande empresa e investe em uma loja de brigadeiro gourmet. Um executivo que deseja atuar em outro segmento do mercado.

Quando pensamos que o momento do mercado está desfavorável para quem busca recolocação, podemos avaliar a possibilidade de criar algo novo, de seguir em novas vivências. E momentos de crise (seja econômica, social ou pessoal), são extremamente produtivos, e um dos fatores dessa produtividade é a necessidade de ser criativo e pensar diferente, agir diferente.

Por quê o profissional de psicologia é indicado para realizar o serviço de Orientação Profissional?

Alguns profissionais conseguem caminhar sozinhos nesse sentido. Outros sabem o que querem, mas se paralisam por cautela ou receio de algo sair errado. Há ainda aqueles que sabem que querem algo novo, mas não identificam o caminho que desejam seguir.

O profissional de psicologia, com seu conhecimento sobre pessoas e sociedade, pode imergir na vida desse profissional que busca por orientação, e proporcionar que este se descubra, se liberte, se afirme, ou perceba que o que ele quer é continuar no conforto onde está.

Vamos pensar que para muitas coisas caminhamos sozinhos e temos sucesso, mas há momentos em que precisamos de suporte. Cabe a cada um perceber qual o seu momento, quais são as alternativas, e adotar uma decisão.

Obs: O termo Orientação Vocacional caiu em desuso, pois acredita-se que a vocação era tratada como algo imutável e inata, “o que você nasceu para fazer”. Quando ampliamos o conceito e passamos a chamar de Orientação Profissional, consideramos as escolhas, o ambiente, o mercado, as mudanças de direção, e muitas outras variáveis que transcendem o potencial – “você nasceu para fazer isso, mas quer se dedicar àquilo”. E o profissional de psicologia deve estar habilitado para fazer essa leitura, e ajudar a conduzir o sujeito ao caminho escolhido, e ressaltando todos os pontos do perfil, dificuldades e facilidades que este pode vir a encontrar.

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