Terapia é para doido? É só para quem está doente?

Não somente! E vou explicar o porquê.

Anteriormente falei um pouco sobre por quê fazer psicoterapia, e acho interessante voltar a desmistificar alguns aspectos, especialmente quando a psicologia e o psicólogo estão sob os holofotes da imprensa.

Primeiro ponto, gostaria de [novamente] eliminar o “doido”. Este é uma figura pejorativa, um palavrão, até mesmo uma gíria, e não tem lugar por aqui.

O psicólogo, em suas atribuições profissionais, atua com prevenção e acompanhamento de pessoas em sofrimento psíquicos e transtornos mentais e diagnóstico psicológico, o que consta inclusive dentre atividades regulamentadas por lei e privativas do psicólogo. No entanto, o universo profissional supera em muito estes aspectos.

Eu diria que o apoio para o autoconhecimento pode ser uma atividade primordial do psicólogo, que pode impactar positivamente na vida das pessoas presentes na intervenção em diferentes áreas de atuação. E o autoconhecimento é positivo!

A mesma lei que regulamenta a profissão do psicólogo também cita as atividades de Orientação Profissional e Seleção de Pessoas, que não são atividades relacionadas a doenças, mas por busca de potências que passam eventualmente pelo autoconhecimento.

Na atuação clínica em psicologia, o profissional atua com técnicas e ferramentas para favorecer o autoconhecimento, e dar todo o suporte para fazê-lo na busca de sentidos, a fim de favorecer os aspectos de saúde e bem-estar. É buscar na pessoa o melhor para ela e para quem está próximo, nos âmbitos pessoal e profissional.

Dentro do processo de autoconhecimento, pode haver a descoberta de traumas e patologias,  mas o psicólogo é o profissional capacitado e habilitado para reconhecer sinais e sintomas, e tratar o que couber a essa especialidade, ou encaminhar para outro profissional que possa apoiar no diagnóstico e tratamento.

Como psicóloga, afirmo que o primordial no trabalho clínico é trabalhar no respeito à dignidade humana e e promoção de saúde e qualidade de vida, conforme rege o Código de Ética Profissional do Psicólogo. O trabalho com foco no autoconhecimento não possui resultados imediatos nem miraculosos, mas um processo responsável que respeita o tempo das pessoas envolvidas.

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