Com a tecnologia cada vez mais acessível e ágil, as informações circulam o mundo quase que instantaneamente, e surge uma geração de especialistas em “tudo e qualquer coisa compartilhável nas mídias sociais”.
A possibilidade de conhecer zilhões de universos de assuntos distintos é extremamente positiva (saber é poder, né Foucault?), mas não é tudo o que resta. É importante buscar conhecimento de assuntos diversos, mas ressalto que o conhecimento de si é um assunto primordial a buscar, e o caminho pode não estar nas mídias sociais.
Conhecer a si talvez seja empoderar-se de uma das forças mais lindas, a de construir um caminho e seguir com as próprias pernas. É ter poder de decisão e de ação.
O complexo disso é perceber que tudo o que está em volta, está no meio. Tudo o que porventura nos rodeia, nos atravessa – história de vida, informações, conhecimentos, emoções, afetos, experiências, cobranças e padrões sociais e culturais.
O bonito de conhecer a si está em estabelecer conhecimentos infinitos, por não sermos estáticos. Mudamos e moldamo-nos, não há pausa nos movimentos que fazemos. Conhecendo a si, o caminho percorrido é um caminho construído por si próprio, criando possibilidades de construção de trajetórias de potência.
Se saber é poder, por que não exercer poder sobre a própria vida? Estabelecer relações de potência consigo próprio e com o próprio corpo, potência de vida, saúde mental!


[…] Quanto mais a pessoa se conhece, mais fácil se dá a identificação de sinais de alterações. Parece matemática, mas o autoconhecimento vai um pouco além desta equação, como falei um pouco em um post dedicado. […]
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